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quinta-feira, janeiro 31

Liderança não se aprende em cursinhos


Na década de 1980, surgiu a moda da palestra de motivação. As empresas gastaram fortunas nisso. Certo dia ensolarado, a verdade se revelou. Palestra de motivação traz tanto resultado para empresas quanto limonada para a cura do tétano. Mas do que adiantava se arrepender? As grandes companhias apagaram a prática de seus planejamentos, e hipocritamente fizeram de conta jamais terem pensado assim. Mas as médias e pequenas seguiram o caminho aberto.
Hoje, as antigas palestras de motivação deram lugar aos cursos relâmpagos de liderança.
Vira e mexe vêem-se uns e outros anunciando a mágica de formar líderes a troco de um bom dinheiro. Os apelos são tentadores. É como “dar milho para bode” já que qualquer funcionário mantém a ilusão de tornar-se líder aos moldes do que veem nas produções de Hollywood e nas revistas de negócios.
Se você conhece alguém que tenha se tornado líder apenas por participar de cursos, consiga um pouco de seu sangue, pois ele contém o DNA de um indivíduo realmente especial.
Há “cursos” e “cursos” de liderança. Várias instituições respeitáveis promovem programas ministrados por professores experientes que orientam sobre dificuldades profissionais da carreira e estratégias de superação. Isto é a base do desenvolvimento de líderes.
Liderança é dia a dia. É aprendizado contínuo, sem começo, nem fim. Um líder autêntico está em formação e desenvolvimento até sua morte.
O melhor curso de liderança está aí onde você trabalha, onde você vive, nos seus relacionamentos, nos livros que você comprou e nunca leu… ou nos que você nunca adquiriu e devia.
Liderança se aprende e se vive a cada atitude ou gesto, na consideração que se tem pelo chefe ou subordinado – não há diferença. Liderança se abstrai do tratamento ao cliente – seja ele quem for.
Liderança vem de se lutar pela realização do propósito da vida, da filosofia, da religião, dos princípios e valores, mas acima de tudo, de se ter olhos e ouvidos sensíveis. Ela está nas situações mínimas e máximas, e no modo de se lidar com elas. Está nas decisões que se tomam, e nos destinos que se julgam correto adotar.
Palestrante nenhum, venha de onde vier, tem o poder de fazer de você um líder. Só você mesmo.
O ponto auge desta questão é fabulosamente simples. Nem todos poderão ser líderes sobre outros. Muitos jamais conseguirão isto. No entanto, resta uma grande esperança: a de liderar sobre si próprio. E, de fato, esta é a mais profunda e maravilhosa essência do que significa ser líder.

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é simplicidade. É autor do livro “Torta de Chocolate não Mata a Fome – Inspirações para a Vida, o Trabalho e os Relacionamentos”, Editora nVersos, 2012. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473





O líder Super-Herói
O ser humano tem uma capacidade sem fim de criar seus mitos e idealizações para depois ficar sofrendo por nunca atingir tal perfeição. É isso que acontece com a imagem do líder. Encontrar um líder com todas as características mais desejadas, entre elas: inspirador, carismático, transforma problemas em oportunidades, obtém o melhor dos seus colaboradores, visionário, prospera nas crises, supera expectativas, ufa… super-homem!

Super-heróis não existem, é pura ficção. É preciso lembrar que: o mundo, corporativo não vive só de líderes, que competências de liderança não vêm junto com a promoção, que promover pessoas com perfil e interesses voltados para processos e não para pessoas, levam muito tempo para serem formadas e nem sempre os resultados são satisfatórios.

Não há um perfil de líder que seja o ideal ou o melhor e muitas vezes é a falta dessa objetividade e tangibilidade que angustia as pessoas. Em alguns casos, obter os resultados desejados implica em tomar atitudes antipáticas e duras que certamente não angariarão seguidores, mas antipatias e outros sentimentos pouco agradáveis.

Conhecer a trajetória de executivos de sucesso é importante, mas nem sempre os bens sucedidos são bons líderes e há bons líderes que não são midiáticos. Os mitos geram mais frustração do que motivação. A criação e proliferação de tais ideias podem ser fruto de uma sociedade sonhadora e carente.

Adriana Gomes - Blog HSM



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